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Como fazer a cidade absorver a chuva e não apenas correr atrás dos prejuízos

Debate na Prefeitura de São Paulo reuniu especialistas e gestores para discutir como soluções inspiradas na natureza podem fortalecer a adaptação climática nas cidades.

Publicado em
30 de set. de 2026

Quando a chuva forte encontra o solo coberto por concreto, a água tem poucas opções: escoar rapidamente, sobrecarregar a drenagem e aumentar o risco de alagamentos. A ideia das Cidades-Esponja propõe outro caminho: planejar os espaços urbanos para reter, absorver e conduzir a água com ajuda da natureza.

O conceito esteve no centro do Memorial Kongjian Yu – “Cidades Esponja e Soluções Baseadas na Natureza”, realizado em 23 de setembro, na sede da Prefeitura de São Paulo, no Edifício Matarazzo. Promovido pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI) e pela Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (Seclima), o encontro reuniu representantes do poder público, da academia e de instituições ligadas à engenharia e à gestão urbana.

A professora doutora Maria Alejandra Moreno Pizani, gestora do Departamento Internacional do Pecege e coordenadora do Cepam/Pecege, participou do evento a convite da Prefeitura. Nos debates, destacou a importância de aproximar conhecimento técnico-científico, engenharia e gestão pública para transformar conceitos em políticas municipais.

“Transformar nossas metrópoles em Cidades-Esponja exige unir a engenharia de habitat, a visão global inspirada na experiência chinesa e a capacitação contínua dos gestores públicos. As Soluções Baseadas na Natureza só se tornam políticas públicas duradouras quando o rigor técnico-científico chega com força à prática da gestão municipal.”, afirma Maria Alejandra.

Entre os temas discutidos estiveram a filosofia do “Planeta-Esponja”, a infraestrutura verde e a aplicação de Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Essas abordagens podem incluir áreas verdes e outras intervenções para ajudar a manejar a água da chuva e ampliar a resiliência urbana. A escolha e a implantação das medidas, porém, dependem das características e das necessidades de cada município.

Também participaram especialistas e representantes vinculados à Universidade de São Paulo (USP), à Universidade Presbiteriana Mackenzie, ao Secovi-SP, à ESEG, à SP-Urbanismo e ao Parque do Bixiga, entre outras instituições.

Da discussão à escala municipal

Um dos desafios levantados no encontro é transformar conceitos amplos em planos viáveis para cada cidade. Isso exige conhecimento técnico, cooperação entre instituições e formação continuada de gestores públicos, capazes de incorporar soluções climáticas ao planejamento e às políticas municipais.

O Cepam/Pecege também relaciona esse debate a uma proposta adaptada para Piracicaba e região. O projeto foi apresentado em entrevista e videocast publicado pela revista E&S em março de 2025, segundo as informações divulgadas pela instituição.

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