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Instituto Pecege e Parque Tecnológico recebem missão europeia de foodtech

Delegação de oito empresas participou de imersão do EIT Food GO Brazil para conhecer o ecossistema de inovação e explorar oportunidades de negócios no país

Publicado em
23 de out. de 2026

Representantes da missão EIT Food GO Brazil durante visita ao Instituto Pecege, em Piracicaba.

 

O Instituto Pecege e o Parque Tecnológico de Piracicaba receberam, em 22 de outubro, uma delegação internacional de empresas de agrifood e foodtech como parte da Missão de Imersão Foodtech Brasil 2026, do programa EIT Food GO Brazil. A visita integrou a agenda de aproximação do grupo com o ecossistema de inovação de Piracicaba.

A missão ocorreu de 18 a 23 de outubro, com programação em São Paulo, Piracicaba, Jaguariúna e Campinas. A iniciativa, organizada pelo EIT Food — comunidade de inovação em alimentos do European Institute of Innovation and Technology e cofinanciada pela União Europeia —, foi desenhada e coordenada pela Upvisor Global e executada no Brasil pela Sterna International Business.

O grupo reuniu oito empresas que desenvolvem tecnologias para diferentes etapas da cadeia agroalimentar. As soluções incluem proteínas e ingredientes alternativos, cultivo de microalgas, fermentação de precisão, bioinsumos e biocontrole, design de enzimas com inteligência artificial, monitoramento de granjas por visão computacional e tecnologias para ampliar a vida de prateleira e reduzir o desperdício de alimentos.

No Parque Tecnológico de Piracicaba, a programação começou com um tour guiado por Leonardo Martins, que apresentou o espaço e os projetos à delegação. A visita tinha como objetivo ajudar as empresas a compreender o ecossistema agtech local e conhecer os ambientes de inovação e tecnologia disponíveis na cidade.

Na sequência, o grupo foi recebido pelo Instituto Pecege para uma conversa com a equipe, com acompanhamento de Alan Venâncio, do WBGI e e Maria Alejandra Moreno Pizani, Gestora da área internacional do Pecege. Os participantes conheceram a estrutura do Instituto e seus programas internacionais e puderam conversar sobre a atuação das organizações, suas agendas estratégicas e as formas de interação com empresas internacionais.

Raquel Kibrit Sznifer, CEO da Sterna International Business, explicou que a expectativa era que os empreendedores pudessem se imaginar fazendo negócios no Brasil, especialmente na região de Piracicaba. “A ideia foi que cada organização ajudasse a montar um grande quebra-cabeça, para que cada empresa pudesse entender exatamente como navegar por esse ecossistema tão rico e sofisticado”, afirmou Raquel.

Raquel avaliou que a expectativa foi atendida. Ela disse que o grupo ficou muito satisfeito por conhecer a estrutura e os projetos do Instituto Pecege e do Parque Tecnológico e ressaltou que as visitas faziam parte de uma mesma proposta: apresentar a diversidade de atores e oportunidades do ecossistema de Piracicaba às empresas que avaliam parcerias e caminhos para atuar no Brasil.

A proposta do EIT Food GO Brazil é apoiar empresas europeias interessadas em compreender o mercado brasileiro e construir relações locais. Ao longo da semana, a delegação participou de encontros com corporações, investidores, centros de pesquisa e hubs de inovação, além de atividades de preparação sobre o ambiente de negócios e os aspectos legais para atuar no Brasil.

As oito empresas atuam em frentes complementares da cadeia agroalimentar. Entre elas estão a Arborea, que desenvolve ingredientes e proteínas a partir de microalgas; a FLOX, que usa inteligência artificial e visão computacional para monitorar aves; e a Nanomik Biotechnology, que trabalha com encapsulamento, biocontrole e soluções para a conservação de alimentos.

Também participaram a NEW ERA FOOD, com tecnologia baseada em cogumelos para desenvolver alternativas à carne; a Pacífico Biolabs, que produz frutos do mar alternativos por fermentação de micélio; e a PFx Biotech, que aplica fermentação de precisão à produção de proteínas bioativas. Completam o grupo a Scindo.bio, que utiliza inteligência artificial no design de enzimas e no aproveitamento de matérias-primas renováveis e resíduos, e a Shelfion, que combina software, testes e análises para apoiar a previsão da vida de prateleira e a segurança dos alimentos.

Para Daniel Sonoda, CEO do Pecege, receber a delegação reforça o compromisso do Instituto Pecege e do Parque Tecnológico com o intercâmbio de conhecimento e a inovação. “É uma satisfação integrar essa agenda e receber empresas que desenvolvem soluções inovadoras para os sistemas agroalimentares. A visita promove o diálogo entre diferentes atores e abre espaço para novas oportunidades de cooperação entre o ecossistema de Piracicaba e organizações internacionais”, afirma.

Essa aproximação está alinhada ao objetivo da imersão: transformar o primeiro contato com o mercado brasileiro em possibilidades concretas de colaboração, como projetos-piloto, cooperação tecnológica, distribuição, produção local e investimento. Em Piracicaba, as visitas ao Parque Tecnológico e ao Instituto Pecege permitiram apresentar à delegação diferentes atores e oportunidades do ecossistema local de inovação, pesquisa e agronegócio.

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